domingo, 12 de maio de 2013

Manutenção Preventiva: Quando fazer?

*Por Paulo Costa



Transito lento é um modo de uso severo e uma das

 principais causas de desgaste prematura nos sistemas que compõe o veiculo.




A manutenção preventiva de um veiculo é sem dúvida a melhor forma de ter o mesmo seguro e econômico evitando desconfortos inesperados, ou seja, os conhecidos “pregos”.  Mas quando fazer a manutenção do seu veiculo de forma preventiva?
Os manuais dos veículos indicam uma determinada quilometragem para manutenção dos diversos sistemas do automóvel, porém, existe em vários casos, a observação “modo severo de uso”, que vai fazer a diferença na escolha correta de abreviar ou não uma determinada manutenção.

Modo severo
O que o manual chama de modo severo, não é apenas o uso do veiculo trafegando com excesso de peso, trafegando em estradas empoeiradas ou rebocando trailers. O proprietário comum de veiculo, aquele dos centros urbanos, precisa ter conhecimento que, o uso (do veículo) em trajetos curtos (geralmente menor que 10 km), transito lento onde usa-se constantemente 1º, 2º e 3º marchas constantemente, o que resulta consequentemente em baixas velocidades, fazem parte do uso severo e diminui, em muito, a vida útil de vários componentes. 

Problemas por falta de uso 
Outro caso muito comum em que se deve aplicar a manutenção preventiva é nos casos de pouco uso do veiculo. Como exemplo podemos citar a quebra da correia dentada em veículos, em que apesar de baixa kilometragem, já passaram dos cinco anos de uso.
Com a aplicação da manutenção preventiva, nós da Toulon Pneus Automotiva, podemos afirmar que só há vantagens com a prática, pois, os valores de correção dos problemas causados por falta da manutenção preventiva podem subir  quase 300%  a mais.

Veja abaixo um exemplo de gasto médio (Pois pode haver variação para mais ou menos) com reparação de um cabeçote de um Corsa 1.0 8v ano 2000, por falta de manutenção preventiva.

Média de valor da retifica = R$ – 200,00
Média de valor de peças (Incluindo válvulas, juntas, correia, tensor e balancins de válvulas) = R$ – 651,30.
Serviço oficina (Mão de obra) = R$ – 200,00
Gasto médio total da manutenção reparativa do cabeçote = R$ – 1051,00. 

Investimento na aplicação da manutenção preventiva:
Substituição da correia dentada (Incluindo tensor, correia e serviço) = R$ 279,30.



*Paulo Costa é Gerente de Serviços da Toulon Pneus Automotiva



terça-feira, 23 de abril de 2013

INJEÇÃO ELETRÔNICA É MUITO MAIS QUE BICO INJETOR


O sistema de injeção eletrônica foi desenvolvido Para que houvesse um melhor controle de emissões de poluentes pelos veículos automotores. Para melhor compreensão do sistema, podemos fazer uma analogia com o corpo humano onde os sentidos seriam os sensores, o cérebro a UCE e os membros os atuadores.


1-Bomba de Combustível, 2-Filtro do Combustível, 3-Regulador de Pressão do Combustível, 4-Válvula Injetora, 5-Medidor de Vazão do Ar (Que entra no motor), 6-Sensor de Temperatura do Liquido Refrigerante, 8-Valvula adcionadora de Ar, 9-Unidade de Comando do Motor, 10-Relé da Bomba de Combustível, 11-Vela de Ignição



Nós da Toulon Pneus temos como objetivo nessa breve e resumida explicação do sistema de Injeção Eletrônica, trazer informações úteis para que os proprietários de veículos tomem conhecimento de que o sistema de IE é muito mais que Bicos Injetores (Eletroválvulas) e por isso, nem todos os problemas de funcionamento do motor estão relacionados aos mesmos, embora recomendamos e defendemos a limpeza ultrassônica preventiva dos mesmos.





Bico Injetor ou Eletroválvula. Apenas mais um dos vários componentes do sistema.
Devido à complexidade do sistema e o objetivo deste artigo, que é de informar para o leigo o funcionamento básico do sistema, vamos nos ater aos principais subsistemas do sistema de IE, aqueles considerados essenciais para o funcionamento do motor.
Composição:
O sistema é composto de uma UCE (unidade de comando eletrônica), Sensores e Atuadores.
Sensores (Sentidos):
Diversos sensores estão estrategicamente espalhados pelo motor e enviam em tempo real informações sobre Temperatura do motor, Temperatura e quantidade do ar que entre no motor, Rotação do motor, equilíbrio da mistura, Posição do acelerador e velocidade do veiculo, entre outros.
UCE-(Unidade de Comando Eletrônico (Cerebro):
A UCE é o cérebro do sistema. Ela é a responsável por receber as informações dos sensores e fazer os cálculos necessários para injeção da correta quantidade de combustível, assim como a correta queima do mesmo (ignição).
Atuadores (Membros):
Os atuadores são os responsáveis por enviar o combustível do tanque à galeria dos bicos (Bomba), liberarem a injeção do combustível (Eletrovalvulas/Bicos), Queimar o combustível-Ignição (Cabos, Velas e Bobina) e controlar a rotação do motor (Atuador de marcha lenta), entre outros.
Conhecendo agora o principio de funcionamento e alguns componentes do sistema, você poderá concluir que nem sempre (ou na maioria das vezes), uma simples limpeza de bicos irá ser a solução do problema de funcionamento do motor.

Cuba da Bomba de combustível contaminada com areia vinda do abastecimento causa perda de potência por danos a bomba.
Portanto, sempre que precisar resolver problemas de mau funcionamento do seu veiculo, procure uma oficina com profissional capacitado e equipamentos necessários para correto diagnóstico e solução do problema.
Paulo Costa
Gerente de Serviços